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Arte e CulturaBLOG DE JOSÉ VIRGOLINO DE ALENCAR May 14 ArtigoDrogas: a ilegalidade da marcha Um mundo limpo dessa sujeira! ArtigoNotas Econômicas Na maioria dos países do mundo, governo e mercado estão associados institucionalmente, mas, na questão operacional, no modelo de gestão, o mercado é dissociado do governo, cada um tendo um papel no desenrolar das ações que direcionam os caminhos de uma nação.
O governo é ente político, o mercado é ente econômico, e os dois segmentos costumam andar em caminhos paralelos que nunca se encontram. Contudo, um fenômeno pode se notar nesse contexto. Quando a economia anda bem, impulsionada pelas forças do mercado, o governo monta nesse cavalo que passa selado e fatura a popularidade decorrente da boa situação econômica. Quando as coisas começam a desandar, o governo, através de seu gerente maior, desmonta rápido do cavalo e começa a atirar culpas pra todo lado.
Um exemplo não tão distante ocorreu com o Plano Cruzado, um projeto do mercado que no início parecia ser a salvação da lavoura nacional e levou Sarney à condição de estadista, de líder maior da nação, faturando politicamente, fazendo até com que o seu partido, o PMDB, elegesse a grande maioria dos governadores nas eleições do ano do Cruzado.
Quando o barco começou a fazer água e os ratos de sempre começaram a saltar para outras águas, Sarney botou a boca no trombone e indicou culpados em todas as direções, passando a eleger não mais candidatos, mas bodes expiatórios que levaram nas costas os pecados do Cruzado.
O modelo econômico atual e o governo brasileiro estão vivendo ou revivendo a circunstância recorrente em que o mercado produz resultados econômicos que, embora passem por muitos questionamentos, levam o chefe de governo, que a tudo assiste do trono, a faturar politicamente o que recebe no colo, os prontos e acabados frutos plantados pelo mercado. É assim no Brasil, é assim na maioria das nações. Pra ser realista, besta seria Lula se não fizesse aqui o que se faz também alhures.
A política de juros é um exemplo da relação dissociada entre governo e economia, mas que o governo aproveita para festejar. Mas há um equívoco na festa. Os juros não são nada baixos, porque a avaliação não está no percentual em si(11,5%), mas no fator da ponta, ou seja, no número de vezes que a taxa contratada representa em relação à taxa básica, como também comparadas(Taxas básica e de ponta) à inflação. Fixada em 11,5% ao ano, com inflação de 4,0%, significa um multiplicador de quase 3 vezes a taxa de variação média dos preços, sendo, assim, uma das mais altas taxas reais do mundo, superiores, inclusive, a muitas republiquetas bananas da América Latina.
A taxa básica de juros de 11,5%, aprovada pelo Copom, soa ainda como história para boi dormir. No mercado, a menor taxa, do crédito pessoal consignado, passa dos 40%, representando quase 4 vezes a taxa básica e 10 vezes, ou 1.000%, a inflação anual. Isto é um escândalo e nunca um resultado a se comemorar. Nem falo do cheque especial, nem dos juros dos cartões de crédito, porque definitivamente estragaria o dia do leitor.
Agora, sim, é que os banqueiros estão ganhando os maiores juros reais do mundo e, pior, pagos com o superavit primário obtido com o dinheiro da educação, da saúde, da segurança, da previdência, da infraestrutura, seja, com a entrega ao capital das finanças do país.
A economia é coisa complexa, e sua avaliação exige cuidados, tais como o médico com seu paciente. Não há verdade absoluta em economia e são muitas as escolas, cada uma com uma teoria, com sua cartilha, com sua filosofia. Entender o comportamento do mercado, suas leis naturais, seus manuais, e não cair no empirismo, não é tarefa simples, sendo inclusive precipitado festejar ou demonizar os modelos a partir da publicação de alguns dados estatísticos frios, às vezes de fontes duvidosas.
Dessas notas acima, conclui-se que pouco se pode destacar como fruto de ação do governo, já que a maioria dos fatos econômicos vem da correia de transmissão do mercado mundial quase unificado, globalizado, e que também não é coisa para manifestações de júbilo, porquanto há um crescimento concentrador de riqueza, predador do emprego, corroedor da renda do trabalho, ou seja, injusto e desigualitário.
Os pontos negativos desse sistema não é culpa do governo, mas da própria estruturação do mercado mundial, assim como também o fato positivo de crescimento econômico é mera decorrência do mesmíssimo sistema, onde o governo é beneficiário e não ente beneficiador.
Essa, sem pretensões de ser a verdade absoluta, é a forma de andamento da carruagem da economia. Um dia tem cenário de oásis e outro de deserto. Assim, pode-se até fazer festa no oásis, mas com cuidados. Preparado deve-se estar para enfrentar o deserto. ArtigoGoverno ruim - Oposição piorNestes 119 anos de República, a literatura a respeito é vasta, os governos sempre tiveram oposição cerrada, às vezes competente e vigilante, às vezes incompetente e outras vezes apenas golpista. Foram muitos os períodos traumáticos para o país em razão da acirrada batalha entre governo e oposição. Faz parte do jogo democrático a rotatividade no poder, não sendo de estranhar que sempre exista a discordância política. Contudo, à medida que o tempo passa, o Brasil vai contando cada vez mais com governos pouco produtivos e com oposições incompetentes e sem autoridade moral para o combate, sem credibilidade junto à sociedade, que fica, enfim, sem representatividade para ecoar e reverberar a cobrança cidadã, para mostrar ao governo os desvios de caminhos e os equívocos nos modelos de gestão. É o que está ocorrendo no período atual no Brasil, onde o governo vai tocando o dia a dia da administração, de forma meramente burocrática, sem projeto de longo prazo para a nação, sem construção dos pilares de sustentação do desenvolvimento, limitando-se a caminhar para onde os ventos do mercado levarem a economia. Não há qualquer sustentabilidade para o futuro do país dentro do modelo que se pratica, cuidando-se do agora, do hoje, e o amanhã fica entregue a Deus, a quem pertence o futuro. O grave nesse contexto é não ter oposição séria, com autoridade moral, repito, com credibilidade. O grupo que se juntou ocasionalmente para ser o representante da sociedade na vigilância da ação do governo, não é nada mais do que uma súcia de politiqueiros que passaram pela gestão pública, nada fizeram, aliás, para falar a verdade, desconstruiram o Brasil, desmontaram as estruturas vitais da nação. No exercício de representação popular,os integrantes da oposição portam-se em total dissonância com as reais demandas da população, ficam de ouvidos moucos às questões cruciais, direcionando seu discurso oposionista à imediatista luta pelo poder, preocupando-se diuturnamente em querer apenas destruir o governo, desqualificando o que efetivamente está correto, ficando como baratas tontas ao tentar combater o que possa estar errado, por faltar-lhe condições para opor-se aos erros que eles próprios cometeram quando tinha o poder nas mãos. Todas as CPI’s instaladas ao longo do período do governo petista, em que pese serem clamorosos os fatos criminosos a se apurar, a oposição fez carnaval fora de época, fez mero desfile ressacado de quarta-feira de cinzas, tal como o bacalhau do batata de Olinda, que não empolga os foliões. A oposição, com esse comportamento, facilitou o trabalho de abafa dos governistas, que deitaram e rolaram e tudo terminou em nada, tão chochamente, que nem pizza foi servida no desfecho. Enfim o Brasil vive a triste situação de ter um governo ruim e uma oposição muito pior. Há correntes lulistas assombradas com a possibilidade remota de golpe, que não passa disso mesmo, assombração. A oposição política não tem meios de empinar movimento golpista, porque não encontrará apoio das massas, que nela não confiam, ou melhor, dela desconfiam. A pequena banda esclarecida da sociedade, que não apóia e até combate o governo, é formada por pessoas que não têm a menor vocação para golpe, sendo, ao contrário, contra golpes nas instituições, mesmo que a democracia brasileira seja tênue, onde o modelo econômico é injusto e desigualitário, há uma grande massa desassistida, mas não vejo comoção que justifique golpe. Para essa banda esclarecida, composta por um segmento que gosta da opinião livre, a expressão de idéias sem peia, sem censura, defender golpe seria um tiro no pé, ou rolha na boca, cassando a arma de que dispõe: a palavra. Portanto, desassustem-se os lulistas, porque, se depender de golpe da oposição que aí está, Lula não descerá do trono. Se não aparecer uma corrente e uma liderança capaz de vencer Lula nas urnas, e no cenário atual brasileiro não se vislumbra, então ele, o presidente, tem chances de permanecer intocado. Essa falta de opção não é do meu agrado, mas confesso que não vejo liderança em quem acreditar que tenha um projeto nacional a impulsionar o Brasil pra frente, de modo que ficar como está já não é para mim nenhum tormento. São apenas sacolejos suportáveis. Pelo menos, para consolo, posso continuar exercendo a cidadania, mostrando o inconformismo, criticando o que entendo errado, sem intenções de defenestrar, pela força, o comandante da nação.
ArtigoO jovem e surpreendente Padre Fábio de Melo
Navegando pela TV a cabo, buscando programas que valham a pena assistir, sempre dou uma paradinha nos canais religiosos cristãos Rede Vida e Canção Nova. Além das mensagens cristãs, os canais apresentam programas musicais, onde despontam, por exemplo, Padre Antônio Maria, Padre Zezinho, Padre Marcelo e outros. Certa vez, na Rede Vida, aparece como convidado do Grupo Cantores de Deus um jovem padre, com jeito tímido, simples, sem qualquer rasgo de estrela. Ouvi, mas o jeito até humilde do novo sacerdote não foi suficiente para atiçar a curiosidade em torno de suas músicas. Pouco tempo depois, vejo novamente o jovem padre pregando e cantando, na Canção Nova. Aí já deu para sentir o valor, a competência e preparo do sacerdote ainda com seu jeito humilde. Esse jovem padre, que se revelou bom cantor e inteligente pensador, é o jovem e surpreendente Padre Fábio de Melo. Digo surpreendente, porque, somente depois de assistir ao seu show no Clube Cabo Branco, aqui em João Pessoa, e ler seu importantíssimo livro “Quem me roubou de mim?”, foi que descobri a real dimensão do Padre Fábio de Melo, um artista cristão no palco, com simpatia e empatia com o público, um intérprete seguro das canções que abrangem um extenso leque de estilos e ritmos. No livro, descubro um escritor, um filósofo, um teólogo, um pensador profundo, inserindo a Igreja Católica num contexto da era moderna, como a queria João Paulo II. “Quem me roubou de mim?” faz um paralelo entre o seqüestro do corpo e o seqüestro da subjetividade da pessoa. Ter a subjetividade seqüestrada é um fato presente no ser humano e que a gente não percebe. Somos seqüestrados subjetivos, nos subjugamos a torturas, angústias, tormentas mesmo, e não sentimos que somos vítimas de insidiosos seqüestradores que nos encarceram na “cela” de nossa própria alma. O tema desenvolvido pelo Padre Fábio de Melo, com uma perfeição conceitual e clarividência de idéias, deixa-nos atônitos, no primeiro momento, reflexivos depois, para enfim observar-se e reconhecer essa “realidade” psico-espiritual do seqüestro da subjetividade. Aos 36 anos, o Padre Fábio de Melo, com o carisma que tem e a capacidade de ver o mundo com o observatório espiritual que Deus privilegiadamente colocou em sua mente fértil, será com certeza um dos futuros notáveis da Igreja Católica.
Na música, que é mais um capítulo da obra que Padre Fábio de Melo está construindo, surge um astro na expressão digna da palavra, que contribuirá para a divulgação da mensagem cristã, cantando e pregando ao mesmo tempo, além de valorizar a própria música, provando que a seriedade tem vez nesse universo conturbado pela degeneração de ritmos e gêneros musicais.
Padre Fábio de Melo canta bem qualquer bom gênero musical, já tem uma longa carreira, larga experiência, em que pese a pouca idade.
Que Deus continue iluminando o jovem sacerdote, espargindo sobre ele as graças divinas, porque é a humanidade e o sentimento cristão que ganharão com o que ele sabe e pode oferecer.
December 05 ArtigoBENTO OU BENEDITO? |
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| Gestão do orçamento doméstico |
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Por José Virgolino de Alencar
No sistema tributário brasileiro, o imposto(substantivo) é imposto(verbo) goela a baixo do contribuinte-cidadão, que dele não escapa nem na hora da morte, pois há até taxa(tributo) para se enterrar e ser despachado para o Além. Na definição jurídica do direito tributário, o conceito de tributo se desdobra em imposto, taxa e contribuição de melhoria. A de “melhoria” é a única contribuição conceituada como tributo e é cobrada em razão da valorização de um bem imóvel em decorrência de um serviço público realizado na área onde o bem é situado.
Os tributos(imposto, taxa e contribuição de melhoria) instituídos ou aumentados num exercício só podem ser cobrados no exercício seguinte. As contribuições não consideradas como tributo(contribuições econômicas, sociais, previdenciárias, assistenciais, etc.) podem ser criadas, aumentadas e cobradas no exercício de sua instituição.
Por conta dessa brecha legal e em face do eterno buraco nas contas públicas, os governos foram instituindo contribuições as mais diversas, visando cobrir, de imediato, os déficits públicos, crônicos, incuráveis. Num desses momentos cruciais, o governo Fernando Henrique inventou a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira-CPMF, com alíquota baixa e por um período inicialmente previsto para ser curto, com a acirrada oposição do PT.
Embora mantendo-se como provisória no nome, ela foi ficando, sendo renovada e adiada a sua vigência. Assumindo o Poder e renegando o seu passado, o PT abraçou a bandeira da CPMF, conservou a cobrança e aumentou a alíquota.
Estando para vencer mais um prazo, o governo movimenta céus e terra, alicia parlamentares, libera recursos para os membros da base de apoio e chega até a blindar figuras como Renan Calheiros e suas incríveis histórias para boi dormir tentando agradar a banda fisiológica do PMDB, tudo isso para assegurar a prorrogação da CPMF até 2011.
Assim, de provisória a contribuição passou a permanente, obrigatória e universal, com todas as características jurídicas de tributo, marretando o art. 150, inciso III-letra “b”, da Constituição Federal. O governo deu, por conta e risco próprios, caráter tributário à CPMF e, passando uma borracha no dispositivo vedacional da Carta Magna, aumenta e cobra o(para todos os efeitos jurídicos e doutrinários) tributo no mesmo exercício.
O ato impune do governo, que encontra guarida nos tribunais superiores, é apenas mais uma das absurdas ilegalidades em que vive acintosamente a gestão dita da esperança, na realidade o reino da lambança e do lamaçal.
A CPMF é, data vênia dos juristas, um tributo com vício de origem e com mais vícios na sua administração, no aumento da carga e na cobrança em cascata. Mas, convenhamos, vícios e desvios de conduta no Brasil não são pecados.
Por José Virgolino de Alencar
No mundo informatizado, com as informações nos chegando em tempo real, numa incrível velocidade e num incomensurável volume, a gente fica sabendo de cada besteira, toma conhecimento de forma bombardeada de futricas, fofocas, diz-que-diz, ti-ti-ti, notícias normalmente desinteressantes, mas que despertam a nossa curiosidade e faz com que o leitor/internauta pare, leia, memorize e até comente. É essa força da comunicação que misteriosamente nos atrai, como um efeito gravitacional, e nos faz girar em torno da onda com uma certa dose de basbaquice.
Procurando me informar via internet, como em jornais, revistas e TV, vejo um monte de manchetinhas falando da vida das pessoas públicas e não resisto em acessar, ler, ver ou ouvir. É nesse contexto que tenho conhecimento do que dizem, do que fazem, do que pensam os artistas(atores, cantores, modelos, badaladores e badalados em geral), os jogadores de futebol, como políticos e empresários em seu lado privado.
Eu sei, e nem sei porque sei, que Gisele Bündchen, depois de um tempo com Leonardo di Caprio, namorou o americano Christian Slater e já mudou para um astro do Beisebol, também americano. Sei ainda que Paris Hilton já tirou a roupa em público, para revistas, e em particular, para um filmezinho íntimo com o namorado, já beijou Britney Spears, Madonna, namorou e brigou com Carmen Electra e fez várias estrepolias em boites, tendo sido presa.
Sei que Britney Spears, antes pura e virginal como nossa Sandy, andou aprontando, aos beijos e abraços com outras cantoras e atrizes, tirou a roupa num táxi e se deixou fotografar por um paparazzi, exibindo a perereca branquinha, descontraidamente.
Sei que Carmen Electra, em sua luta para ser estrela de Hollywood, namorou Denis Hodman e levou dele belas surras, até que foi abandonada, mas, não perdeu tempo e se jogou nos braços de outros artistas, um a cada mês. Sei que Janet Jackson mostrou, “descuidadamente”, o peito para a platéia, num show musical. Bombardeada pela crítica, Janet, irmã do não menos chiliquento Michael Jackson, caiu em depressão, engordou muitos quilos, fez tratamento, emagreceu e resolveu soltar a franga cantando totalmente nua num clip.
Sei que Robert Downey Jr.(Ator dos bons filmes The Marshalls-‘Os Federais’- e Carlitos) tem a carreira marcada pelo vício e está aos poucos sendo destruído pelas drogas, ainda jovem. O mesmo ocorre com Charlie Sheen, para desgosto do pai e bom ator Martin Sheen, como do irmão ator Emílio Estevez.
Aqui no Brasil, sei que Deborah Seco, de Lolita da Televisão, está virando uma D. Lola, ou seja, está mais para matrona dona de Bordel, de tanto trocar de parceiros, do que para atriz e para desempenho de papéis dignos. Sei que Juliana Paes vestiu-se de personagem dos tempos imperiais, mas sem calcinha, e aí, quando o vestido voou ao sopro do vento, exibiu o xibiu, diga-se, bastante cobiçado.
Sei que Simony, depois de apresentar programa para crianças, caiu na gandaia, casou com um traficante preso e quis convencer a sociedade a solidarizar-se com o bandido, querendo libertá-lo. Mas nem esquentou a luta, trocou o bandido por outro namorado e vive na televisão deitando falação sobre moralidade, insistindo em impor seu jeito escrachado e seu comportamento que é um mau-exemplo para a juventude.
Em matéria de mostrar bunda, peito e xavasca(como diz Ary Toledo), sei que o fizeram as Sheilas, Luana Piovani, Juliana Paes, Luma de Oliveira, Nívea Maria, Dercy Gonçalves, e muitas outras. Sei de muitos fuxicos sobre Xuxa, Claúdia Raia, Lúcia Veríssimo, Ângela Ro Ro, a cantora Simone e vai por aí, como também dos Ronaldinhos e das Ronaldinhas, sem falar de Daniela Cicarelli, cuja dança erótica sob as ondas do mar de Espanha todo mundo viu no Youtube.
Embora fato passado, fiquei sabendo que Roberto Carlos teve caso com Maísa Matarazo, uma deusa da música brasileira, de vida agitada, acidentada, morta numa trombada de carro. E que o Rei é pai da "filha" de Denner.
Enfim, isso é apenas um pequeno exemplo do que sei sobre fatos que não me acrescentaram nada em termos de boa informação e de formação cultural, mas que não posso deixar de confessar a curiosidade, quase mórbida até, de procurar saber.
Porque sei disso eu não sei. Sei que sei, mas não sei porque sei. Dilema socrático? Ou a patologia humana pela fofoca?
Não sei. Mas, me contem a última do Clodovil!
Por José Virgolino de Alencar
Os adeptos do Governo Lula/PT tentam convencer o país de que está sendo praticada uma política nova, um modelo moderno na gestão pública, uma diretriz renovada na política econômica. E ainda, de forma que chega às raias do absurdo, argumentam que é o governo da ética e da moral. Nunca se viu avaliação tão fora e tão na contra-mão da realidade.
O governo empossado em 1º de janeiro de 2003 foi alçado ao poder na onda de um fenômeno eleitoral e de uma expectativa apoiada na esperança de que muita coisa mudaria, de que o novo ideário daria uma guinada para a esquerda socialista conciliada com a democracia liberal. Mas, até pelo arcabouço estrutural, institucional e legal vigente no país, sabia-se que isso seria impossível, inconcebível mesmo.
O governo se obrigou, ao tomar posse, respeitar a Constituição, as leis, os princípios que norteiam a democracia brasileira, com prevalência da livre iniciativa, competitividade e a exigência de manter o país inserido no contexto da globalização econômica, onde o mercado é que dá as cartas do jogo. O presidente desfez na posse o que pregara na campanha. E o sistema encarregou-se de enquadrá-lo.
Assim, na gestão orçamentária e na execução financeira, não teve e não tem como deixar de cumprir as normas da velha Lei 4.320, de março de 1964, em pleno vigor, conjugada com a Lei Complementar 101/2000(Lei de Responsabilidade Fiscal). Na política fiscal-tributária, o governo não pode fugir de outra antiga norma, a Lei 5.172/66(Código Tributário Nacional).
A estrutura da máquina administrativa pública é definida rigidamente na Constituição Federal(arts. 37, 38, 39, 40, 41 e 42) e, mesmo com emendas, não sofreu mudança na filosofia, não se alterou o modelo na essência. Nada apareceu de novo na área da educação, na saúde, na infraestrutura, aeroviária, rodoviária, ferroviária, portuária e hidroviária, a não ser o sucateamento e fossilização desses setores.
Como, então, se dizer novo em estruturas velhas, carcomidas, ultrapassadas? É um engodo, uma mentira, e esta tem pernas nanicas. A novidade foi o triste aumento dos escândalos, gestados nas entranhas da máquina pública, onde, em todos os casos, encontrou-se metido alguém importante do governo e de sua base aliada.
De Valdomiro, do mensalão, do valerioduto, do dinheiro na cueca, dos forjados empréstimos do Banco Rural, do verasduto(Caso Zuleido Veras que derrubou o ministro Rondeau), do caos aéreo, até o atual Renangate e sua boiada virtual, o governo esteve sempre enrolado em denúncias, em episódios suspeitos, valendo-se da surrada tropa de choque para blindar os membros mais importantes do sistema de poder.
Aliás, a história dos negócios pecuários virou mania nos aliados do governo. Além de Renan, apareceram com bois virtuais os Senadores Joaquim Roriz e Leomar Quintanilha. A pecuária dos políticos, embora ninguém veja os bois, é a mais rentável do mundo e a que tem a melhor tecnologia para criar bovinos de qualidade que faz inveja ao primeiro mundo..
O Brasil vive essa enganação e, pasmem, com a perspectiva de longeva durabilidade. É o novo com cheiro de mofo e incrivelmente imune à dedetização. Mas, para este governo, vale, pela atualidade, a frase de Eça de Queiroz, dita por um personagem de O Conde de Abranhos:
“O governo não cai, porque não é um edifício; sairá com benzina, porque é uma nódoa”.
Crescimento econômico X desenvolvimento social.
Por José Virgolino de Alencar
Pouco se discute, mesmo entre os especialistas, a diferença conceitual entre crescimento econômico e desenvolvimento social. O desenvolvimento social é conseqüência, mas não necessariamente inexorável, do crescimento econômico. Uma nação pode crescer economicamente, aumentar o seu PIB, mas não desfrutar de desenvolvimento social.
O crescimento econômico se dá pela geração e acúmulo de riquezas, nem sempre oferecendo qualidade ao desenvolvimento social, porque os bens produzidos ficam concentrados nas mãos de poucos cidadãos que não cedem para os demais segmentos da população, deixando um número significativo de pessoas excluído da divisão do bolo da riqueza nacional.
Quando isso acontece, e acontece muito nos países do terceiro mundo, há crescimento econômico, mas não há desenvolvimento social. Este é representado por melhoria nas condições de vida da população, com educação e saúde de qualidade e universais, ou seja, oferecidas igualitariamente a toda a sociedade. Há que se ter, se quer dizer-se desenvolvido, boa infraestrutura aeroviária, rodoviária, ferroviária, portuária e hidroviária, permitindo que os produtos cheguem a todos os recantos do país e as pessoas possam transitar por todo o território e até para o exterior.
Para isso, a população deve ter renda, originada do crescimento econômico, mediante paga justa do trabalho, do emprego, e tenha qualificação para o exercício e execução de suas tarefas. Faz-se necessário o acesso à tecnologia moderna, aos meios de comunicação e a população seja esclarecida e sadia para entendê-los.
O Brasil vem crescendo economicamente, dispõe de um PIB situado entre os 15 países mais ricos do mundo, mas não apresenta adequado grau de desenvolvimento social. Nos índices de qualidade de vida, de nível de renda, de inclusão social, enfim, de indicadores sociais, o Brasil situa-se na posição que passa dos 100 piores do mundo.
A política de crescimento econômico, impulsionada pelo mercado globalizado, à margem do governo, produz bons resultados e nisso o país é rico. Quando o governo entra para promover o desenvolvimento social, aí a coisa torna-se desastrosa. A política de juros, a cambial, a monetária, a fiscal-tributária, ou seja, a ação governamental institucional não muda o panorama quanto à concentração da riqueza na mão de poucos.
Há uma tímida transferência de renda para a classe média especializada e esclarecida que sustenta o mercado de consumo e suporta a carga tributária, mas é também pequeno o número de pessoas nesse segmento, enquanto uma multidão imensa é excluída, uma parte não recebendo nada e outra vivendo de esmola.
Eis aí a diferença entre crescimento econômico e desenvolvimento social. O primeiro é fruto da ação das forças do mercado. Vai bem. O segundo, pela inércia do governo, vai mal.
José Virgolino de Alencar
Lidar com a palavra, no sentido de expressar o pensamento, expor idéias, defender convicções e princípios, é fascinante, mas tem suas complicações e complexidades. Stendhal diz que o homem criou a palavra para esconder seu pensamento. Não deixa de ser verdade, porque muitos homens, até pensadores talentosos, dissimulam o verdadeiro sentido do que estão dizendo através do uso da palavra sob forma de sofisma ou uma refinada dialética.
Afirma Drummond que “Lutar com palavras / é a luta mais vâ, / entanto lutamos / mal rompe a manhã”. Muitas vezes nos abate esse sentimento de que lutar com a palavra é uma tarefa vã, inútil, ineficaz, mas para quem tem verdadeiro amor por ela, a palavra, continua a sua luta, logo ao amanhecer, utilizando sua arma eficiente, a força da palavra.
Pode a palavra ser amoldada a caprichos, a desejos, a estratégias, nem sempre revestida da melhor recomendação, seja ética ou moral, porém não é por isso que ela perde sua importância, que ela deva ser silenciada, abafada, amordaçada. Mesmo ajustada a situações que tencionam evitar os mal-entendidos ou os efeitos desagradáveis, jamais ela deve ser censurada, proibida. Com uma palavra leve podemos expressar uma idéia pesada. Por exemplo, quando se diz que um fulano “faltou com a verdade”, na realidade estar-se-á afirmando que o fulano é um “mentiroso”. Por outro lado, segundo Olavo Bilac, “a palavra pesada abafa uma idéia leve”. Essas acomodações da palavra a circunstâncias que podem traduzir-se em uso inadequado, repito, não lhe tira o brilho, o fascínio, a força e seu vital papel no próprio viver da humanidade.
Os políticos são os mais useiros e vezeiros na deturpação do sentido das palavras. As raposas da política entortam seu raciocínio, dão voltas na língua, quando querem escapar de situações vexatórias em que são flagrados cometendo deslizes ou tendo comportamento aético e amoral. Nessas horas, o conceito de prova, de documento e testemunho probantes da safadeza, adquire o estranho sentido jurídico de insuficiência processual, de insubsistência instrucional, permitindo ao meliante escapar da punibilidade, por outro conceito absurdo de proteção garantida pelo instituto da imunidade que assegura a impunidade.
Até no campo da erudição há desvio no uso da palavra, porque nem sempre a pessoa, por ser sábia, prima pela boa ética ou bom caráter e, nessa condição, faz da sapiência escada para atingir objetivos inconfessáveis, artificializando o manejo com a palavra. O sofisma, que é o raciocínio através de argumento aparentemente válido, mas não conclusivo ou de conclusão travestida de má-fé, é uma criação de sábios. Também encontramos pessoas iletradas que demonstram capacidade de raciocínio, mesmo intuitivo, com certo grau de perfeição.
Nos tribunais, principalmente nos júris, onde há embates entre acusação e defesa de réus, é comum assistir-se as duas vertentes no uso expositivo e oral das palavras. Uns caminham apoiados em argumentação lógica e de respeito à ética e à moral, com brilhante explanação de suas idéias e articulação erudita das palavras. Outros tentam, na esperteza, expor raciocínio com enfeites e penduricalhos lingüísticos, mal elaborados, verdadeiros sofismas, para não dizer enrolação na linguagem.
Todas essas nuances quanto ao uso da palavra, seja, bom uso ou uso desvirtuado, não deve ser motivo de desânimo para quem gosta e sabe manejar a palavra pelos caminhos lógicos, corretos, éticos.
Enfim, sempre vale a pena lidar com a palavra.
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